Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Ponta do Iceberg
Desdobro-me em tantos pedaços e afazeres quantas pessoas há para ver e coisas a fazer.
Ouço aquilo que são as 'trivialidades' de quem as vive no país, com ar de quem acompanha sem perder cada capítulo quando na realidade se sente algo desenquadrada do que se diz e se vive.
Durmo em casas onde não dou uso aos estores (nem tão pouco me lembro que existem!) e acordo ao ritmo da chegada dos primeiros e, por ser inverno, mais corajosos raios de sol.
Lembro-me de quando aqui morava e não gostar de entrar pelas casas adentro de sapatos/botas ou o que fosse, à excepção dos chinelos, por ser obvio que suja a casa, mas porque sempre me senti melhor assim mas até desses me livrava porque o que sempre gostei mesmo é de ter pé no chão - quente, frio, o vento, seco, na agua, na areia, na relva, no chão da casa, no tapete - onde der para os pés serem livres (e quantas vezes tal 'mania' foi motivo de discussão). Agora naquilo que é a minha casa existe o hábito já quase inconsciente, de ao entrar descalçar no imediato sem nunca ter sido imposto.
Sempre que ponho os pés em PT perco largos minutos no recanto sozinha, deixo-me guiar sem rumo durante a noite quando saio de um jantar qualquer. E só nessa altura sou só eu.
Emocionalmente sinto-me mais segura na ilha. Vir implica mexer com tanto, e muito do que não quero. .. não já.
O voo que me leva/trás de volta 'obriga-me' a (re)pensar nesta vida, a minha.
Sou atacada, como quase praticamente sempre acontece, por imensos pensamentos (e vontades) que me fazem, na calada do meu ser, procurar os próximos/outros passos. A cada novo regresso para a ilha a sensação muda, e já nem sei bem se para melhor ou pior.
Nesta ansiedade que vivo as pequenas mudanças que me notam é só a ponta do iceberg.
E foi o escândalo chegar ao aeroporto da Portela de unhas pintadas.
E foi a Amêndoa Amarga (!) que o último copo deve ter sido na época em que ali vivia.
É. Foi. Tanta coisa.. que mesmo falando o melhor português acho que não iam perceber o vai dentro do meu ser.
Ouço aquilo que são as 'trivialidades' de quem as vive no país, com ar de quem acompanha sem perder cada capítulo quando na realidade se sente algo desenquadrada do que se diz e se vive.
Durmo em casas onde não dou uso aos estores (nem tão pouco me lembro que existem!) e acordo ao ritmo da chegada dos primeiros e, por ser inverno, mais corajosos raios de sol.
Lembro-me de quando aqui morava e não gostar de entrar pelas casas adentro de sapatos/botas ou o que fosse, à excepção dos chinelos, por ser obvio que suja a casa, mas porque sempre me senti melhor assim mas até desses me livrava porque o que sempre gostei mesmo é de ter pé no chão - quente, frio, o vento, seco, na agua, na areia, na relva, no chão da casa, no tapete - onde der para os pés serem livres (e quantas vezes tal 'mania' foi motivo de discussão). Agora naquilo que é a minha casa existe o hábito já quase inconsciente, de ao entrar descalçar no imediato sem nunca ter sido imposto.
Sempre que ponho os pés em PT perco largos minutos no recanto sozinha, deixo-me guiar sem rumo durante a noite quando saio de um jantar qualquer. E só nessa altura sou só eu.
Emocionalmente sinto-me mais segura na ilha. Vir implica mexer com tanto, e muito do que não quero. .. não já.
O voo que me leva/trás de volta 'obriga-me' a (re)pensar nesta vida, a minha.
Sou atacada, como quase praticamente sempre acontece, por imensos pensamentos (e vontades) que me fazem, na calada do meu ser, procurar os próximos/outros passos. A cada novo regresso para a ilha a sensação muda, e já nem sei bem se para melhor ou pior.
Nesta ansiedade que vivo as pequenas mudanças que me notam é só a ponta do iceberg.
E foi o escândalo chegar ao aeroporto da Portela de unhas pintadas.
E foi a Amêndoa Amarga (!) que o último copo deve ter sido na época em que ali vivia.
É. Foi. Tanta coisa.. que mesmo falando o melhor português acho que não iam perceber o vai dentro do meu ser.
domingo, 19 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Tu,
és o meu maior bem, guardado.
E tudo o que agora me apetece é arrumar-te numa caixa com tudo que ficou pelo caminho porque já é tempo..
E tudo o que agora me apetece é arrumar-te numa caixa com tudo que ficou pelo caminho porque já é tempo..
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
O melhor presente
É estar presente, para alguém e estarem para nós.
E assim são já dois Natais passados fora e ao contrário do ano passado (muito sofrido até), terei dois jantares de Natal cheios de presenças importantes, com sorrisos, olhares, abraços. São as presenças deste ano (e que há um ano desejei) que hoje tornam o Natal aqui especial.
Aos que aqui não estão connosco, Feliz Natal aproveitem tal como se aí estivéssemos porque no fundo, estamos! A vossa presença faz se sempre sentir deste lado pela falta que nos vão fazendo.
Não deixem de sonhar nunca*
Feliz Natal
Feliz Navidad
Merry Christmas!
E assim são já dois Natais passados fora e ao contrário do ano passado (muito sofrido até), terei dois jantares de Natal cheios de presenças importantes, com sorrisos, olhares, abraços. São as presenças deste ano (e que há um ano desejei) que hoje tornam o Natal aqui especial.
Aos que aqui não estão connosco, Feliz Natal aproveitem tal como se aí estivéssemos porque no fundo, estamos! A vossa presença faz se sempre sentir deste lado pela falta que nos vão fazendo.
Não deixem de sonhar nunca*
Feliz Natal
Feliz Navidad
Merry Christmas!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
"O importante não é a casa onde moramos. Mas onde, em nós, a casa mora"
- Para onde queres ir?
M: Para um lugar que me prenda, que faça o meu coração cantar..
M: Para um lugar que me prenda, que faça o meu coração cantar..
Subscrever:
Mensagens (Atom)